domingo, 24 de janeiro de 2010

Whistler


Whistler... a bateria acabou mas amanhã pego as fotos que tirei de outra câmera.
Aqui estou numa espécie de bondinho...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Notas sobre as Olimpíadas de Inverno no Canadá...

Continuo aqui em Vancouver. Estão todos com um certo receio de que as coisas não deem certo nas Olimpíadas de inverno, por conta da ausência de neve. Porém, parece que essa não é uma situação inédita e diversas sedes já tiveram que recorrer à neve artificial e Vancouver será mais uma a utilizar esse artifício.
Esquiar ou praticar qualquer esporte na neve é bem diferente de fazê-lo sobre o gelo. Sim pois a montanha fica coberta por gelo e não por neve. O ideal, dizem os "entendidos" é um tipao de neve bem fina, parecendo um pó.
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Porém a cidade está se transformando, vestindo uma nova roupa para receber os turistas. Os festivais estão tendo início nesse fim de semana. Uma das ruas em Downtown, Greenville, está sendo reformada - estão cobrindo com concreto, como a Marta fez com a Xavier de Toledo - e colocando umas esculturas... tipo a Rua Avanhandava. Durante a próxima semana eu tirarei algumas fotos para colocar no post.
Mas o que os habitantes de Vancouver realmente gostam é de falar mal das Olimpíadas. Como aspecto negativo podemos citar o aumento de preços. Imaginem qualquer cidade do litoral de São Paulo: você indo comprar o seu pãozinho de todo dia e se deparar com um aumento de preço do nada, do dia para a noite. Pois é isso que muitos estão reclamando. Muitas atividades cotidianas ou mesmo passeios familiares estão bem mais caros por conta da chegada dos turistas. Aliás, não consegui ver muitos turistas. Só vejo gente que está aqui para estudar inglês ou imigrantes.
Outro fato importante é a questão do dinheiro gasto nas Olimpíadas. Aqui como aí como em qualquer lugar, estão reclamando do preço das obras que, em muitos casos, vão ser maiores que o previsto. E aí vem a surpresa, que os jucakfourianos de plantão não sabem: haverá aumento de impostos a partir de julho. O aumento será de 3 pontos percentuais. Ou seja, a população local vai pagar o evento depois com seu dinheiro, sim senhor.
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E a iniciativa privada?
Em vários equipamentos públicos, observamos a presença de mershandising privado ligado aos jogos. Nos ônibus o McDonald's, restaurante oficial, dominam suas laterais. A Coca-cola pagou um dinheirão para estampar sua marca nas paredes laterais dos túneis dos trens. Enfim, está entrando muita grana para esse evento que perde de longe em proporções para campeonatos de futebol em escala regional, como a Eurocopa, por exemplo.
A sim, a onda por aqui é a troca de televisões por Led Tv's e a aquisição de conversores de imagem Full HD.
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Estive num estádio de Hockey. Por conta das Olimpíadas, os ingressos estavam todos vendidos. Consegui dois para meus alunos e só. Fiquei de fora. Por sinal, os cambistas agem com total indiscrição. Como a procura era grande, eles mantiveram os preços altos mesmo quando já terminara o primeiro quarto, afinal a demanda cresceu muito. Como odeio essas Olimpíadas de Inverno!!!
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Falo mais do estádio, do que eu vi, depois.
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O governo fez uma série de banners sobre as Olimpíadas. A população, obviamente, caiu de pau. O governo anunciou que vai transformar os banners em sacos para o material escolar das crianças serem colocados.
Aqui o papo ego...ops...ecológico é bastante difundido...
até mais.
Por outro lado, existem

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O melhor do Brasil é o brasileiro... exceto...

O povo canadense é bem mais cortês do que eu imaginava. Pelo menos os adultos... Quanto aos adolescentes, deixarei para depois...
Em compensação, os brasileiros que estão aqui tem me impressionado negativamente. Eles são, em sua maioria, jovens com muito dinheiro. E com igual falta de educação. Encontramos pessoas capazes de pagar uma fortuna por um tênis, mas incapazes de jogar o resto de seu almoço fora.
Os pais estão gastando uma nota para esses moleques aprenderem inglês... e eles não estudam... Nada contra as festas ou compras. A viagem poderia ser só diversão... mas o jogo deve ser aberto de ambos os lados... Ou seja: por que mandar os filhos estudares? É igualmente proveitoso eles virem para cá e caírem na gandaia... sem problemas...
Agora, num país como o nosso, gastar uma dinherama fora com "pseudo-estudos"?
Isso não dá...
Até mais

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Com a maior cara de pau...

Estou voltando...

Hoje estou no Canadá, em Vancouver.

Vou postar algo sobre a cidade e o que tenho visto por aqui.

Por enquanto, segue uma vista de Vancouver Downtown a partir da Londsdale Quay.

Abraço

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Sobre um comentário contra o Lula

Lendo um blogueiro (o Paulinho), ele postou uma mensagem "típica" contra o Lula.
Eu respondi. Ele terminara a mensagem dizendo que não estava sozinho nessa opinião. Eu comecei a partir daí. Segue abaixo:


Nâo, você não está sozinho.
Mas, ao dizer coisas desse tipo, você está se unindo, também, à nossa classe média preconceituosa e antidemocrática.

Heloísa Helena, num raro surto de inteligência e felicidade ao abrir a boca (sim, nunca me esqueço dela andando de braços dados com os deputados do DEMo PFL), disse que o Brasil é governado pela "Fria elite de São Paulo e pela adiposa elite nordestina". A adiposa elite nordestina, como o adjetivo usado indica, está com Lula e esteve com FHC e, provavelmente, estará com Dilma Roussef ou com o Zé Pedágio a partir de 2010.
A fria elite paulistana, responsável pelos retrocessos antidemocráticos no país (como repressões ás greves, descaso com a educação, movimentos de direita com o Cansei. Sim, pois a elite nordestina sempre representou o atraso, mas a elite de São Paulo ascendeu sob a pecha da modernidade. Mas não, ampliou o atraso e, consequentemente, seus lucros, instaurando no Brasil, a modernidade exploradora e desumanizadora) não está totalmente com Lula. E isso, realmente é um problema.
Eu não votei no Lula. Não votarei na Dilma. Não votarei no Zé Pedágio. Como todo brasileiro coerente, voto nulo. Por quê? Por quê não posso admitir um presidente que não priorize a educação. Pois não acredito em político que não admite que o professor é um profissional desprezado, desinteressado, cada vez mais, pois suas condições de trabalho e salário não são compatíveis com o nível de preparo necessário.

Não voto em presidente que não revise nossa história no período da ditadura. Quem não o faz, para proteger outros políticos, não quer dar continuidade ao projeto de democratização do país. E se admite que foi um regime de excessão e não um período em que as elites retrógradas assumiram o poder com sua força, e se não punir com veemência, é por quê apoia o que aconteceu.

Não voto em político que privatizam, em político que apóia reformas contra os trabalhadores em benefício de transnacionais que querem apenas explorar-nos.

Por isso, Paulinho, não importa em quem votaremos. Todos que estão são iguais. Alguns ficarão felizes (como, espero, esteja o cara da foto acima, no título deste blog). Outros, a imensa maioria, buscará felicidades instantâneas, quando não estiverem trabalhando ou passando fome.

Ser contra o Lula, ok. Porém, dependendo do argumento, implica em não saber de toda a história e implica também assinarmos embaixo do que essa tal elite, responsável por nossa história de desigualdades e injustiças. Entende?
Abraço
Bruno

domingo, 26 de abril de 2009

BARBOSA X GILMAR DANTAS (Segundo R.Noblat)

Muita gente vem debatendo sobre a pinimba entre os dois ministros do judiciário.
Em geral, Bullshit
Na vesdade, muitos caem na coisa maniqueísta: direita x esquerda, mal x bem, etc.
É como se as pessoas que dizem que a ascenção da Rede Record significa alguma alteração no poder da mídia no país.
Pelo contrário: é até um retrocesso. Ao invés de um grupo político-econômico, que representa a elite, teríamos um grupo político-religioso.
Ambos, Barbosa e Gilmar, não representam em nada a esquerda.
Não são ligados a movimentos sociais.
Não lutam por uma justiça democrática realmente. Continuam representando uma justiça de classes.
Vibro, isso sim, pelo ocorrido, pois colocou uma casa que, geralmente, encontra-se em alto pedestal, no chão, ao nível dos seres humanos.
No nível comum de qualquer ser humano.
Como deveria ser.

Repercussão da mídia de direita.
Por outro lado, os blogs e jornais de direita, desceram o pau no ministro Barbosa.
Faltou compostura.
Pode até ser.
Mas ninguém pergunta: ele tem mesmo capangas no Mato Grosso?

Futebol Supermercado



Nesse mundo mercadoria, as partidas de futebol são como supermercados, o campo a prateleira e os jogadores, mercadorias.
Marcas são criadas, muitas vezes, sem a comprovação da qualidade.
Neimar é uma delas.
Vagner Ribeiro garantiu que ele driblava como Robinho e definia a jogada como Kaká.
Vendeu isso em programas de futebol.
Muita gente acreditou. Sim por quê não podemos nos esquecer que os jogadores também são mercadorias da mídia. Se eles não empolgarem, não atrairão seguidores e, compradores de notícias, audiência para a televisão, etc.
O "novo craque" é o chamado Fato Novo.
Por isso, a imprensa gosta de criar falsos craques, concretizando uma parceria com os empresários.
Oxalá Neimar consiga fazer como Robinho e Kaká e chutar o empresário para escanteio, assim que obtiver sucesso em sua carreira.

Alguns deveriam chutar seus clientes...
Fico pensando em Gilmar Rinaldi.
Adriano falou, várias vezes, que seu empresário era seu segundo pai.
Gilmar deve ter ganhado muito dinheiro com Adriano.
Este tem dado apenas prejuízo para ele nos últimos anos. Principalmente à sua imagem.
Acredito que o empresário é demasiado sério para ficar paparicando o menino mimado que é Adriano.
Por outro lado, com todos os milhões de dólares que já ganhou, Adriano é vítima do mundo da mercadoria que, por outro lado, sugou tudo que este mundo lhe ofereceu, e abandonou em seguida.
Sim, acho Adriano um menino mimado. Por outro lado, penso: se todo o mundo do "sportbusiness" rejeita o atleta após sugar toda sua energia, por quê o jogador não pode abandonar essa estrutura de repente?
O problema é que Adriano talvez não tenha essa consciência.
Seguramente não tem.
A foto com Belo retrata bem essa relação:
Adriano continua no mundo do espetáculo, sendo produto, ele mesmo. ele não abandonou o esporte para "andar sem camisa pela favela", como dissera, mas sim para aproveitar os louros de ser um produto, ser consumido e consumir.